2016 will be 1.2 degrees Celsius warmer than preindustrial levels

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Época, Marrakech, Morocco

Abstract: For the third time in a row, we will have a global temperature record break: 2016 is "very likely" to be 1.2 degrees warmer than preindustrial levels. The data was presented on Monday (14) by the World Meteorological Organization (WMO), during the UN Conference on Climate Change in Marrakesh, Morocco.

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O ano de 2016 baterá mais um recorde e será 1,2 °C mais quente que o normal

Pela terceira vez seguida teremos um recorde de calor na temperatura global: 2016 deverá ser 1,2 grau mais quente que o normal. A análise foi apresentada nesta segunda-feira (14) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), durante a Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas em Marrakesh, no Marrocos.

Os dados da OMM mostram com clareza que já estamos vivendo os efeitos do aquecimento global. Segundo a organização, 16 dos 17 anos mais quentes da história foram registrados neste século, e isso é causado pela alta concentração de gases de efeito estufa lançados por fábricas e queimadas na atmosfera.

O resultado é o aumento da frequência dos eventos climáticos extremos em todas as partes do planeta. “Estamos observando muitos desastres climáticos em todo o mundo”, disse Petteri Taalas, diretor-geral da OMM, se referindo a problemas como ondas de calor, enchentes, secas e furacões. “Não podemos dizer que cada evento climático, individualmente, é causado pelas mudanças climáticas, mas podemos dizer que a frequência desses eventos vai aumentar.”

A Organização Meteorológica Mundial cita, como exemplos de eventos extremos deste ano, o Furacão Matthew, que atingiu o Haiti, as piores enchentes vividas pela região de Yangtze, na China, e as ondas de calor em várias partes do mundo, como no Kuwait, que registrou uma temperatura de 54 graus em junho.

Uma temperatura incomum, mas já perto do 1,5 grau

Por que 2016 foi tão quente? A alta concentração de gases de efeito estufa na atmosfera é uma das explicações. Em 2016, pela primeira vez passamos um ano inteiro com uma concentração de CO2 na atmosfera acima de 400 partes por milhão. Antes da era industrial, essa concentração ficava abaixo de 300 ppm. Mas o forte fenômeno El Niño, que começou no ano passado e terminou no meio de 2016, também é considerado um dos culpados. O El Niño esquenta as águas do Oceano Pacífico, modificando o clima em todo o planeta.

Por isso, segundo Taalas, o clima deste ano é incomum. É esperado que ele seja mesmo muito mais quente que os anos anteriores. Os próximos anos deverão registrar aumento de temperatura menor do que 2016.

Chama a atenção, entretanto, que a média registrada neste ano está muito perto do menor limite de aquecimento definido no Acordo de Paris, de 1,5 grau. Ou seja, se o Acordo de Paris der certo e conseguir limitar o aquecimento global, ainda assim teremos como resultado um clima já mudado, com eventos climáticos extremos acontecendo com frequência.